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domingo, 14 de outubro de 2012

dia #210 - Carlos

Os livros ilustrados de roupas e armas da antiguidade e do medievo que vi e folheei na casa de um amigo, serviram como placebo para as minhas crises de abstinência de passado distante. Bem, enquanto a máquina do tempo não fica pronta, vou controlando o vício com isso.

sábado, 29 de setembro de 2012

dia #195 - Carlos

Como se não bastasse passar cinco dias da semana dentro de uma sala de aula, passo seis. E o sexto produz em mim uma sensação claustrofóbica, agravada por uma janela, a única da sala, que dá para um corredor escuro e pouco ventilado.
Dito isso, confesso que nesse instante, do mezanino em que me encontro, o vento frio do fim de tarde, o café e o livro sobre a mesa, os sons da cidade e o anonimato que me é tão caro, compõem o cenário simplório da felicidade que busco na vida. A paz. Só isso. E isso é tudo.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

dia #184 - Carlos

As cinco equipes que representam o Colégio 8 de Maio na 4a. Olimpíada Nacional em História do Brasil, estão na semifinal! Estou muito feliz e orgulhoso com o empenho de cada um desses alunos! Acho que esse ainda é o principal - se não o único - motivo de insistirmos na profissão: o encanto que o conhecimento produz e a transformação que ele proporciona, seja nos indivíduos ou na sociedade.

domingo, 16 de setembro de 2012

dia #182 - Carlos

Quando as velhas histórias reivindicam seu lugar no presente, nos arrependemos de um dia termos deixado-as de lado.

Arrependimento corrigível. Basta abrir a porta da frente e permitir que aquilo que nos alegrou um dia torne a fazê-lo daqui para frente.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

domingo, 9 de setembro de 2012

dia #175 - Carlos

Cada dia mais, me convenço de que aquele que se diz inteligente, e até genial, não alcançará muita coisa além de "tedioso" se lhe faltar imaginação. E imaginação só se consegue quando nos permitimos conhecer o fantástico, e o fantástico não está preso a nenhuma lei ou regra.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

dia #170 - Carlos

Estamos no escuro; faltou luz e eu estou escrevendo do celular. Tenho uma lanterna e a pedida para uma noite dessas é um café passado na boca do fogão e um conto de H.P. Lovecraft - um daqueles de arrepiar. Coincidentemente estava lendo Um sussurro nas trevas. Uahaha!

sábado, 1 de setembro de 2012

dia #167 - Carlos

A coluna - sempre ela - tornou a travar, forçando-me a sentar aqui e, agora, no finzinho da noite, exercitar a imaginação; assim, desse jeito, parado, sem me mexer, com um livro na mão e tantas e tantas ideias...

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

dia #165 - Carlos

Dar saltos, percorrer o tempo, visitar as eras, encontrar respostas para algumas questões e deixar tantas outras em aberto. Cabe tanto em 45 minutos que, às vezes, não cabe a gente.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

dia #164 - Carlos

O Eternauta consolidou a minha predileção pela arte argentina. Agora posso dizer que, também na nona arte, encontrei um artista (nesse caso, uma dupla) capaz de me arrebatar com a sua obra.

Como fico feliz toda vez que a vida, generosamente, coloca nas minhas mãos esses frutos da genialidade humana.

domingo, 26 de agosto de 2012

dia #161 - Carlos

Depois de um sábado cheio, repleto de descobertas e pequenos prazeres, como se apaixonar por textos, histórias e desenhos compartilhados no banco de uma livraria, hoje tirei o dia para descansar, ficar na horizontal... e ler. E abri pela primeira vez A ninfa inconstante, livro do cubano Guillermo Cabrera Infante.
Quando vi o rosto desse autor na capa de um guia de livros, imaginei o que eu iria encontrar em seu A ninfa inconstante. E o que eu encontrei foi o que eu imaginei: a memória.

"Segundo a física quântica, pode-se abolir o passado ou, pior ainda, mudá-lo. Não me interessa eliminar e muito menos mudar meu passado. Preciso é de uma máquina do tempo para vivê-lo de novo. Essa máquina é a memória. Graças a ela posso voltar a viver esse tempo infeliz, feliz às vezes. Mas, por sorte ou azar, só posso vivê-lo numa dimensão, a da recordação." p. 9.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

dia #159 - Carlos

Historiar em conjunto revela o prazer de descobrir o texto que não está escrito, ou aquele que se esconde na imagem. Historiar em conjunto nos diz muito do passado, mas ainda mais do presente e de nós mesmos. Historiar em conjunto é apaixonante e divertido, como deve ser toda pesquisa.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

dia #155 - Carlos

Minha sinusite me levou ao hospital. Claro que não é o melhor lugar para se ir antes do jantar, principalmente quando se está com fome, mas diante de um convite insistente, a boa educação me impediu recusar. A companhia não era das melhores, o que me levou a deixá-la de lado, pegar uma revista no carro e não ver a hora passar. Medicado, acho que a minha anfitriã há de me esquecer.

domingo, 19 de agosto de 2012

dia #154 - Carlos

Está acabando mais um dia do historiador. Parabéns aos colegas de paixão e profissão!

É sempre bom lembrar, nessa data, como conquistar o espaço para se fazer o que gosta e o que se acredita, é gratificante.

sábado, 18 de agosto de 2012

dia #153 - Carlos

Estacionei o carro em um cantinho especial da cidade. Desci e fiquei recostado no muro, aceitando com prazer o ar fresco do fim de tarde. Você chegou e caminhamos desbravando novas ruas, novos lugares. Achamos um lugar para jantar e falar dela, a cidade, com o mesmo carinho que falamos, logo em seguida, das palavras, dos seus significados e dos textos que escrevemos com elas. O meu, tirado das ruas e dos submundos que a minha cidade idealizada esconde, mas não deixa desaparecer por completo; você e toda a sofisticação estilística que o seu leitor vai encontrar numa prosa pra lá de poética.

E lá se foi mais um dia, e a cidade cresceu cá dentro de nós.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

dia #152 - Carlos

Passei inúmeras vezes por eles... Já era hora de fotografá-los.
O amarelo contrastando com o azul do céu fez qualquer coisa de especial na paisagem cotidiana...

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

dia #151 - Carlos

Acabo de descobrir que a rosa de Alexandria é uma flor que foi "dizimada pelas lavas do Vesúvio e reintroduzida pelos árabes na Espanha". De dia ela é branca, e de noite ela é vermelha. Bonito, não?