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sábado, 21 de julho de 2012

dia #124 - Carlos

Depois de uma semana instigante, na qual fui levado a pensar e problematizar muitas questões, volto para casa repleto de dúvidas que servirão como incentivo para a busca de suas respostas. Mas não só isso. Também volto para casa com a certeza de que as dúvidas e os esclarecimentos já me transformaram a ponto de eu almejar novas práticas docentes, metodológicas, sociais e culturais.

O movimento conduz à mudança. Como ouvi dias atrás, quem não se move, está morto.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

dia #124 - helô

início de uma nova parceria que já deu certo, trabalhos fluindo e comidinha bem quentinha no jantar. foi uma sexta-feira com cara de TGIF, com inícios e continuidades sólidos.

***

recebi esse e-mail da minha querida amiga simone. aproveito para agradecê-la e para dedicar esse poema a todos os meus amigos.

AMIGOS
(Vinícius de Moraes)
...
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.

Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor.

Eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!

Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências.

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. É delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.

E às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí.

E me envergonho, porque essa minha prece é em síntese, dirigida ao meu bem estar.

Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.

Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer.

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que não desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.