início de uma nova parceria que já deu certo, trabalhos fluindo e comidinha bem quentinha no jantar. foi uma sexta-feira com cara de TGIF, com inícios e continuidades sólidos.
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recebi esse e-mail da minha querida amiga simone. aproveito para agradecê-la e para dedicar esse poema a todos os meus amigos.
AMIGOS
(Vinícius de Moraes)
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Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor.
Eis
que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o
amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu
poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus
amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências.
A
alguns deles não
procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me
encoraja a seguir em frente pela vida. É delicioso que eu saiba e sinta
que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes,
quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são
necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque
eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí.
E me envergonho, porque essa minha prece é em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando
viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por
não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer.
Se
alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não
me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo,
falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e,
principalmente os que não desconfiam ou talvez nunca vão saber que são
meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.