algumas pessoas têm se lembrado de mim quando veem coisas legais. ontem, recebi o link para uma música de édith piaf cantada por uma jovem francesa. hoje, recebi o link de um livro que propõe transformar espaços abandonados de nossas cidades em canteiros de flores, hortas e plantações de legumes. coincidência, lendo a vida simples desse mês, vi uma nota sobre essa ação não violenta em várias cidades do mundo, só mudava o nome. coincidências, para mim, são sinos que tocam. talvez esse seja um caminho a seguir.
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terça-feira, 24 de abril de 2012
dia #37 - Carlos
Darcy Ribeiro é, foi e sempre será um de meus heróis. Ler o prefácio de O povo brasileiro é reconhecer nesse homem uma coragem que só se encontra naqueles que transformam seus ideais em práticas, desafiando o conformismo e a descrença no “impossível”.
Dono de uma escrita fluida – mesmo quando se propunha a explicar aquilo que não é de fácil entendimento –, mas sem deixar que isso diminuísse o seu aspecto militante e provocativo, Darcy Ribeiro soa como alguém que fala algo importante diante de uma mesa posta no fim da tarde, onde os convidados se servem de quitutes da nossa terra e, sem cerimônias, o interpelam entre um capítulo e outro para que ele discorra um pouco mais sobre as tragédias e as maravilhas do Brasil. Resumindo, sua escrita é marcada pela paixão.
Hoje, enquanto fazia hora em uma livraria, folheei os relatos dos irmãos Villas Bôas sobre a Expedição Roncador-Xingu, publicados no livro A marcha para o Oeste, lançado pela Companhia das Letras. Para minha alegria, o texto de apresentação era do Darcy Ribeiro. Eu o li como se fosse um texto inédito, recém-escrito e publicado. Corria os olhos sobre as palavras, frases, parágrafos e lá estava eu, sentado à mesa com Darcy Ribeiro, reconhecendo nas suas palavras sobre os Villas Bôas, a paixão que o moveu ao longo de sua vida.
Dono de uma escrita fluida – mesmo quando se propunha a explicar aquilo que não é de fácil entendimento –, mas sem deixar que isso diminuísse o seu aspecto militante e provocativo, Darcy Ribeiro soa como alguém que fala algo importante diante de uma mesa posta no fim da tarde, onde os convidados se servem de quitutes da nossa terra e, sem cerimônias, o interpelam entre um capítulo e outro para que ele discorra um pouco mais sobre as tragédias e as maravilhas do Brasil. Resumindo, sua escrita é marcada pela paixão.
Hoje, enquanto fazia hora em uma livraria, folheei os relatos dos irmãos Villas Bôas sobre a Expedição Roncador-Xingu, publicados no livro A marcha para o Oeste, lançado pela Companhia das Letras. Para minha alegria, o texto de apresentação era do Darcy Ribeiro. Eu o li como se fosse um texto inédito, recém-escrito e publicado. Corria os olhos sobre as palavras, frases, parágrafos e lá estava eu, sentado à mesa com Darcy Ribeiro, reconhecendo nas suas palavras sobre os Villas Bôas, a paixão que o moveu ao longo de sua vida.
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